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3 tendências sobre o futuro do trabalho

Pesquisa aponta que 47% dos trabalhadores nos EUA têm empregos com alto risco de automação


Nos próximos 20 anos, é provável que testemunhemos algumas das rupturas mais significativas na força de trabalho e na forma como trabalhávamos até pouco tempo. Isso tem sido impulsionado pelas tendências demográficas e socioeconômicas da última década, como a rápida urbanização e a globalização, aliadas a avanços ainda mais rápidos em tecnologia, desde a internet móvel até o aumento da automação e machine learning.


Instituições globais líderes, do Banco Mundial ao MIT, têm investido esforços e iniciativas focadas em entender a evolução dos empregos e em abordar uma questão-chave: como os talentos podem ser desenvolvidos e implantados para garantir que mais de 7 bilhões de pessoas possam exercer suas potencialidades profissionais?


A força de trabalho será transformada


Em 2013, Carl Benedikt Frey e Michael Osborne examinaram o grau de suscetibilidade à informatização de mais de 700 emprego. Eles descobriram que 47% dos trabalhadores nos Estados Unidos tinham empregos com alto risco de automação em potencial. A vulnerabilidade de um trabalho tinha correlação direta com a rotina, o que colocava em risco empregos para motoristas de táxi, contadores e operadores de telemarketing e afetava indústrias como transporte e logística, suporte de escritório e vendas e serviços.

A McKinsey oferece uma projeção mais sutil de que, em cerca de 60% de todas as ocupações, um terço dos empregos pode ser automatizado. Outra distinção importante é que esses números variam muito de país para país. Como explica a McKinsey, “em termos absolutos, a China tem o maior número de trabalhadores que precisam mudar de ocupação, até 100 milhões, se a automação for adotada rapidamente, ou 12% da força de trabalho de 2030”.


Fatores adicionais, como a crescente população de idosos, criarão uma demanda significativa para ocupações novas e já existentes. Segundo a análise da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos e do McKinsey Global Institute, espera-se que a demanda por médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de saúde aumente em 122% na China e em 242% na Índia, enquanto crescerá cerca de 18% nos Estados Unidos, com aumentos semelhantes de dois dígitos em outras economias desenvolvidas.